terça-feira, 4 de junho de 2013

“O que é literatura e tem ela importância?” 

           O ensino da literatura, é encerrado com chave de ouro, pois pelo menos na minha ótica tentei compreender os estilos de época até o final do século XVIII, de maneira heterogênea e não homogênea como havia sido assimilado por mim até o momento. Logicamente ainda restou uma lacuna do que realmente é literatura, mas descobri que é uma resposta que está sem uma definição pelo menos ainda. Segundo (CULLER, 1999), Como se reconhece uma erva daninha? 
           Bem, o segredo é que não há um segredo. As ervas daninhas são simplesmente as plantas que os jardineiros não querem que cresçam em seus jardins. Se você tivesse curiosidade sobre as ervas daninhas, sobre a procura da natureza da "daninheza das ervas", seria uma perda de tempo tentar investigar sua natureza botânica, procurar qualidades formais ou físicas distintivas que tornam as plantas ervas daninhas. Em lugar disso, você teria de realizar investigações a respeito dos tipos de plantas que são julgadas indesejáveis por diferentes grupos em diferentes lugares. Talvez a literatura seja como a erva daninha. 
          Mas essa resposta não elimina a pergunta. Muda-a para "o que está envolvido em tratar as coisas como literatura em nossa cultura?" Acredito que a importância da literatura está no afirmar o argumento –, encorajando a consideração de complexidades sem uma corrida ao julgamento, envolvendo a mente em questões éticas, induzindo os leitores a examinar a conduta (inclusive a sua própria) como o faria um forasteiro ou um leitor de romances. É necessário o ato de quer fazer, saber, conhecer, pesquisar, compreender, são tais verbos que dão vida a literatura, por que ela instiga o leitor a penetrar no fascinante mundo das letras. 
     Por outro lado, a literatura foi vista historicamente como perigosa: ela promove o questionamento da autoridade e dos arranjos sociais. Platão baniu os poetas de sua república ideal porque eles só poderiam fazer mal, e há muito tempo se credita aos romances deixar as pessoas insatisfeitas com as vidas que herdam e ansiosas por algo novo – quer seja a vida nas grandes cidades ou uma aventura amorosa ou a revolução. Promovendo identificação através das divisões de classe, gênero, raça, nação e idade, os livros podem promover um "sentimento de camaradagem" que desencoraja a luta; mas também podem produzir um senso agudo de injustiça que torna possíveis as lutas progressistas. 
            Esta passagem não me deixa dúvidas quanto ao que se refere em divisões, pois sou totalmente contra esta afirmação de Platão, quer realidade mais nua e crua que: “ (...) a mão que te afaga, é a mesma que apedreja, a boca que te beija é a mesma que te escarra(...)” de Augusto dos Anjos, este trecho mostra que a vida é assim, ás pedra vem do lado que nunca esperamos, e só dói por que vem de perto, se fosse de longe a velocidade acalmaria e não chegaria com tamanha intensidade. Outro ponto que discordo é do senso de justiça que pode ser aguçado dependendo da obra lida, eu jamais morrerei por amor como por exemplo no livro   Os    Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang Goethe, onde uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa, ou seja, marcada pelo fim trágico, o suicídio do protagonista, devido ao amor aparentemente não correspondido, o autor trás uma pitada de machado incorporando Bentinho, colocando um pouco de sua vida na obra, não comete o ato de se matar, já para dar uma reviravolta na sua angústia o suicídio torna-se uma ato heroico, a vida só tem um sentido: Charlotte. 


    Autora: Fabiana Neri Trindade de Souza Solfa

Referencial Bibliográfico: 
CULLER, J. Teoria Literária: uma introdução. São Paulo: Becca, 1999. 
SOUZA, R. A. de. Introdução à Historiografia da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: EdUerj, 2007. 
HANSEN, J. A. A Sátira e o Engenho. Gregório de Matos e a Bahia do Século XVII. Cotia/Campinas: Ateliê Editorial/Editora da UNICAMP, 2004, v. 1., 2. ed., 528p. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário